Fatores hormonais que perpetuam a síndrome dolorosa miofascial


tores hormonais que perpetuam a síndrome dolorosa miofascial


Algumas alterações hormonais podem influenciar no metabolismo muscular e criar condições para a perpetuação da dor miofascial, por isso a identificação destas

alterações é parte importante da solução da síndrome dolorosa miofascial.


Alteração dos níveis de estrogênio

A atuação do estrogênio é bastante complexa e acontece em vários órgãos do corpo e nas diversas vias relacionadas à dor no SNC

- o estrogênio influencia as células gliais ao aumentar a produção de citocinas pró-inflamatórias, como as prostaglandinas e ciclo-oxigenase.

- o estrogênio atua nos receptores de estrogênio no SNC e atua como um fator modulador da transmissão nociceptiva

- o estrogênio modula a analgesia opióide, atuando no aumento da produção de opióides endógenos no cérebro e na medula espinal e auxilia na expressão e na atividade

dos receptores opióides nas áreas do cérebro relacionado à dor

- o estrogênio pode atuar no músculo através do alfa-receptor de estrogênio mRNA encontrado no músculo esquelético, interferindo no uso do glicogênio muscular, fonte

importante de energia para o músculo


Alterações nos níveis de testosterona

A testosterona tem efeitos antinociceptivos

- A testosterona atua na ativação de receptores opióides e diminui a a atividade cerebral do CYP2D, desacelerando o metabolismo dos opióides

- A testosterona atua nos músculos , aumentando a força máxima e a capacidade contrátil no músculo


Hipotiroeidismo clínico e subclínico

- O hormônio estimulante da tireóide (TSH) e os hormônios tireoideanos regulam muitos processos metabólicos no músculo esquelético (alteração da sensibilidade à insulina da fibra muscular, controle dos níveis de calcio ionizado citosólico) , na miogênese, na regeneração das fibras musculares, e na contração e no relaxamento dos músculos

- Pacientes com hipotireoidismo clínico e subclínico podem ter um comprometimento da atividade muscular, com fadiga, cãibras musculares, rigidez, perda da massa muscular e dor


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Referência bibliográfica:

Donnelly, JM. et al. Dor e disfunção miofascial de Travell, Simons& Simons. Manual de pontos-gatilho. 3ª edição. Artmed. Porto Alegre. 2020

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