Espasticidade

Por Dr. Sergio Akira Horita, médico fisiatra

A espasticidade é uma condição motora involuntária que é caracterizada pelo aumento do tônus muscular dependente da velocidade de movimento.

Esse fenômeno provoca uma alteração no controle  muscular que se evidencia pelo aumento da sua resistência. Os músculos ficam rígidos e tensos e podem dificultar o controle dos movimentos.

Além da incapacidade de controle muscular, a espasticidade severa e prolongada pode conduzir à contratura dos músculos, gerando uma deformidade das articulações em uma posição fixa.

A espasticidade é consequência de uma lesão de porções específicas do sistema nervoso central (cérebro ou medula espinal), que são responsáveis pelo controle do tônus muscular e do movimento, que acometem especialmente os braços e as pernas dependendo da localização e a dimensão da lesão.

As principais doenças que podem provocar a espasticidades são:

  • Acidente vascular cerebral (AVC)

  • Lesão medular 

  • Traumatismo cranioencefálico (TCE)

  • Paralisia cerebral

  • Esclerose múltipla

  • Doenças neurodegenerativas

Paciente e Enfermeira

Existem algumas opções de tratamento para os pacientes que sofrem com a espasticidade.

A avaliação médica especializada realizada por um médico fisiatra é fundamental para se determinar o tratamento mais adequado e alinhar as expectativas quanto ao resultado das condutas terapêuticas.

A identificação clara dos objetivos de cada recurso terapêutico empregado é essencial e cabe ao médico o esclarecimento ao paciente sobre os riscos e benefícios de cada opção de tratamento.

Os principais objetivos funcionais do tratamento da espasticidade são:

  • Melhora do padrão de marcha

  • Facilitação dos cuidados de higiene

  • Melhora da capacidade de realização das atividades de vida diária e pessoal

  • Melhora do controle da dor

  • Facilitação dos cuidados prestados ao paciente

  • Redução da frequência e da intensidade dos espasmos

Existem algumas pções de tratamento para pacientes com espasticidade, entre elas destacam-se:

  • Medicamentos de uso oral

  • Medicamentos de uso tópico

  • Toxina botulínica

  • Órteses

  • Exercícios terapêuticos

Geralmente, a estratégia de tratamento mais utilizada é a combinação de diversos métodos de tratamento escolhida de forma individualizada para cada paciente.

Caso não seja realizado o tratamento adequado, a espasticidade pode levar a uma deformidade grave, com posturas anormais, como o cruzamento involuntário das pernas, espasmos musculares, que podem ser dolorosos, limitação da mobilidade articular e alteração definitiva da capacidade de realizar os autocuidados, como comer, vestir-se e realizar a higiene pessoal, e reduzir a habilidade de locomoção.